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ASCOM-FNDE (Brasília) – Com 2.800 km² de extensão e cinco mil alunos moradores de áreas rurais a serem transportados até a escola em rotas que atingem 7.200 km por dia, o município em Castro, no meio-norte do Paraná, gastava mais de R$ 3 milhões por ano com o transporte escolar. Uma mudança radical na gestão do sistema possibilitou uma economia de R$ 400 mil em 2008.
Segundo Carlos Eduardo Sanches, secretário municipal de Educação, em 2007, seu primeiro passo foi medir todas as rotas e identificar os usuários e seus endereços residenciais. A partir desse levantamento, vários roteiros foram refeitos e o total percorrido por dia diminuiu para 5.800 km. Em 2008, foram implantados chips de localização em todos os veículos do transporte escolar no município, permitindo que as rotas sejam monitoradas via satélite e o deslocamento dos ônibus seja acompanhado pela Internet. “O pagamento é feito com base nesse monitoramento, que mostra efetivamente quanto cada veículo rodou”, diz ele.
Os R$ 400 mil economizados em 2008 serviram para pagar a implantação do Sistema de Gerenciamento e Rastreamento do Transporte Escolar, que custou R$ 150 mil, e ainda sobrou. “A economia foi direcionada para outras áreas carentes, como a formação de professores, reforma de escolas, compra de equipamentos”, afirma Sanches, que também é presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Para este ano, a previsão é de que os investimentos em transporte escolar no município cheguem a R$ 2,8 milhões, sendo R$ 800 mil, de repasses dos governos federal e estadual.
Publicado no Site FNDE – Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação em 22/06/2009
http://www.fnde.gov.br/index.php/noticias-2009/262-monitoramento-por-satelite-diminui-custo-do-transporte-escolar
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